Nome: O Rei e a Feiticeira.
Heavina: Vai se ferrar, Uzogael. AAAARGH!
Uzogael: Que arrogante… Eu deveria estar surpreso? Você sempre gostou de provocar. Até quando fazíamos obaoba, lembra?
Heavina: Prefiro esquecer! AAAAAH!
Uzogael: Ah, mas eu não esqueci. Eu lembro de cada maldito detalhe. Lembro de você me jurando lealdade. Lembro das nossas noites de obaoba… E lembro de você se voltar contra minha mãe e sair pela porta daquela fortaleza com meu irmão como a planta-vaca miserável que é!
Heavina: Você é um cachorro da sua mãe, Uzogael! Um merda sem pensamento próprio! AAAAH, FILHO DE UMA LHAMA!
UZOGAE: Engraçado, você não chamava minha mãe assim quando servia ao lado dela. Mas claro, naquela época, você ainda sabia qual era o seu lugar.
Heavina: Meu lugar não é lambendo as botas de uma vampira tirana! NGHAAA!
Uzogael: E ainda assim, olha só… Você tá aqui, acorrentada, impotente. Sua rebelião fracassou. Aquela emboscada? Vocês morderam a isca como os ratos imundos que são!
Heavina: Maldito…
Uzogael: Ah, Heavina… Ainda dá tempo de me dar o que eu quero. Me diz os nomes dos outros rebeldes. Me diz onde estão os seus líderes. Me implora… Quem sabe eu seja misericordioso.
Heavina: Cuspiria na sua cara se tivesse saliva pra isso.
Heavina: AAAAAAAAAAH!
Heavina: Hah… Vai se ferrar.
Uzogael: DÁ PRA ME ESCUTAR? Eu posso convencer minha mãe a te perdoar.
Heavina: Sua mãe prefere me ver morta agora que trai ela.
Uzogael: Não se eu disser que você se arrependeu. Que quer voltar… Para o exército. Para mim.
Heavina: Nunca AAAARGH!
Uzogael: FILHA DE UMA LHAMA TEIMOSA! Você acha que esses merdas fariam o mesmo por você? Eles te deixariam apodrecer aqui sem pensar duas vezes!
Heavina: Melhor do que servir essa corte nojenta de novo! NGHAAA!
Uzogael: Me dá um nome. Só um. E eu prometo que tudo isso acaba.
Heavina: Sabe o que acaba? Minha paciência. Vai se ferrar, Uzogael. AAAAAAAAAAAH!
Uzogael: Continua, traidora. Vamos ver quanto tempo essa sua língua insolente aguenta antes de eu arrancá-la.
Uzogael: Ah, então agora chora? Você era mais durona quando resolveu me trair!
Heavina; V-Vai se ferrar…
Uzogael: Não gagueja! Engole o choro! Ou não aguenta mais, hein?
Heavina: Eu… Eu só não acredito que perdi dois anos com um merda como você… AAAAAAH!
Uzogael: Perdeu nada! Foram dois anos bem aproveitados, não foram? Ou esqueceu das nossas noites de obaoba, dos beijos que te dei sua planta-vaca ingrata?
Heavina: Não, eu não lembro… NGHAAAA!
Uzogael: Engraçado, eu lembro de você implorando pra mais. Ou será que tava fingindo igual fingiu amor por mim? Olha pra você agora… Acorrentada, pelada, com essa maldita runa te deixando tão fraca quanto um humano!
Heavina: Eu sou humana, porra!
Uzogael: NÃO, NÃO É! Você é um erro, uma aberração que minha mãe teve pena! E olha como retribuiu…
Heavina: Pena? Ela me enganou, porra! Fingiu ser diferente da mulher que me jogou na rua! Mas no fim, ela fez a mesma coisa com o próprio filho! AAAAAARGH!
Uzogael: Não fala do Reneé!
Heavina: Ah, doeu? É a verdade, Uzogael! Sua mãe te fez acreditar que ela era justa! Que ela te amava! Mas bastou descobrir que o Reneé nasceu sem magia pra ela jogar ele fora como lixo! NGHAAAA!
Uzogael: CALA A BOCA!
Heavina: Por quê? A verdade arde mais que esse chicote de merda? AAAAARGH!
Uzogael: Você devia beijar o chão que ela pisa por não ter te deixado apodrecer na rua como a ladrazinha imunda que era!
Heavina: Antes uma ladra livre do que um cachorro da coroa como você! AAAAAAAH!
Uzogael: A culpa é sua por estar nessa situação. Você que fez essa escolha! Você que traiu a mulher que te acolheu! Você que me traiu!
Heavina: Eu não traí ninguém! Só me recusei a fingir que não via a merda que vocês se tornaram!
Uzogael: Tá gostando, vadia?
Heavina: Eu tô é me arrependendo…
Uzogael: Do quê? De ser uma traidora de merda?
Heavina: De ter perdido dois anos da minha vida transando com o irmão errado!
Uzogael: Sua desgraçada…
Heavina: AAAAAARGH!
Uzogael: Continua falando, sua puta, e eu faço questão de te deixar tão marcada que nem o Reneé vai querer olhar pra você de novo!
Heavina: Pelo menos ele olharia pra mim sem nojo… Diferente do que eu sinto por você agora
Heavina: NGHAAAA!
Uzogael: Você vai engolir cada palavra, Heavina. Vai rastejar aos meus pés… E quando eu me cansar de você, minha mãe decide o que sobra.
Heavina: Hah… Vai se foder…
Uzogael: Vou pedir pra minha mãe te dar pra mim. Você quer tanto se igualar a esses humanos miseráveis? Então vou te tratar como um.
Heavina: Você só quer se vingar porque escolhi o Reneé.
Uzogael: E não é o que você merece, sua vadia traidora? Vai ser minha escrava. Vou usar você pra treinar meus feitiços… Que nem fazemos com os outros vermes.
Heavina: Seu desgraçado…
Uzogael: Imagina só… Todo dia um novo feitiço. Um novo castigo. Você gritando, se contorcendo… Como agora.
Heavina: Você… não tem coragem.
Uzogael: Ah, tenho sim. E sabe por quê? Porque minha mãe vai adorar a ideia. Afinal, seria um desperdício só te matar.
Heavina: Seu doente…
Uzogael: Doente? Você que escolheu isso, Heavina. Podia estar comigo, no meu quarto, na minha cama… Mas preferiu meu irmãozinho inútil.
Heavina: Porque ele é melhor que você em tudo.
Heavina: AAAAAARGH!
Uzogael: Não vai demorar pra você implorar pra morrer. Mas eu não vou deixar. Você vai viver, Heavina… E vai desejar que não tivesse escolhido me trair.
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O som dos gritos de Lisistrata ecoava pelas paredes de pedra úmidas, misturando-se ao tilintar das correntes e ao estalar dos chicotes em outra sala. O cheiro de suor e sangue impregnava o ar, tornando a câmara de interrogatório sufocante. Thorrik estava pendurado, seu corpo marcado pelo esforço e pelo frio da masmorra. A runa no peito pulsava fracamente, lembrando-o cruelmente de sua impotência diante da situação. Arvid estava atras dele, enquanto Uzogael observava.
Uzogael: Parece que sua amiguinha está tendo uma noite difícil, Thorrik.
Thorrik: …
Arvid: Eu diria que ela não vai durar muito… Humanos são tão frágeis.
Lisistrata (ao fundo): NÃO! POR FAVOR! AAAAAAAH!
Uzogael: Acha que ela aguenta mais uma hora?
Thorrik: …
Uzogael: Ou duas?
Thorrik: Vá para o inferno, filho da bruxa. NGHAAA!
Arvid: Respostas, Humano. Isso que queremos. Nada mais, nada menos.
Uzogael: Diga o que eu quero saber e mando pararem com ela.
Lisistrata (ao fundo): N-NÃO! AAAAH!
Thorrik: Você… você é nojento.
Uzogael: Sou um homem de palavra. Você quer que ela pare de gritar? Abra a boca e faça um favor a si mesmo.
Thorrik: …
Lisistrata (ao fundo): AAAARGH!
Arvid: Acho que ele não se importa com a garota.
Uzogael: Uma pena. Ela deve estar se perguntando agora por que confiou em um filho da puta como você.
Thorrik: Eu não sou traidor.
Uzogael: Então ela morre.
Lisistrata (ao fundo): AAAAAAAAAAAH!
Thorrik: MALDITO!
Uzogael: Vai falar?
Thorrik: …
Uzogael: Arvid, continue. Parece que temos tempo.
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